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Prefeitura Municipal Passos - MG
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A Cidade
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HISTÓRIA O primeiro nome do hoje importante município sul-mineiro foi Arraial da Capoeira, por estar, àquela época, situada a povoação dentro de uma densa capoeira. O segundo nome – Vila Formosa do Senhor Bom Jesus dos Passos – foi dado ao antigo Capoeiras em virtude de alferes João Pimenta de Abreu, devoto do Senhor Bom Jesus dos Passos, haver erigido o primeiro templo nesta cidade em cumprimento de uma promessa, tendo por orago aquele santo. Mais tarde o nome foi simplificado para Passos.
Os primeiros desbravadores da região foram os alferes João Pimenta de Abreu e seus parentes, os quais ali se fixaram, atraídos, sobretudo, pela topografia, fertilidade do solo e existência do ouro às margens do rio Grande. Em 1.823, já era grande o povoado, quando Domingos Vieira de Souza e Joaquim Lopes da Silva construíram as suas fazendas, concorrendo poderosamente para a formação do Arraial. Como não havia um poder político constituído, os dois fazendeiros conflitantes tiveram como mediador João Pimenta de Abreu para resolver a contenda. Após várias conversas, oficializaram a doação do terreno, onde era o Arraial, para formação do patrimônio urbano e religioso. Com o correr dos anos e a chegada de novos mineradores o povoado se alargou, tornando-se conhecido em toda a província de Minas Gerais pelo nome de Arraial da Capoeira.
CRONOLOGIA DA HISTÓRIA PASSENSE 1.736 - Os sertões do Jacuhy: os arraiais Jacuhy, Puim-i e primeiras moradas no Caminho do Desemboque. 1.736 - Expedição de Cláudio M. Costa: oficializou a existência de povoamento na região dos sertões Jacuhy. 1.808 - Primeiro registro oficial de terras no Arraial. 1.831 - Criação do Juizado de Paes no Arraial. 1.835 - Pela Provisão de 11 de dezembro de 1.835, a Capela de Santo Antonio foi a primeira capela elevada à categoria de capela curada, que foi inaugurada em 20 de março de 1.836, tendo por orago São Bom Jesus dos Passos, que se tornou padroeiro da cidade. 1.840 - Distrito criado, com a denominação de Vila Formosa do Senhor Bom Jesus dos Passos, pela Lei Provincial n.º 184, de 3 de abril de 1.840. 1.848 - Elevação do Arraial a Vila Formosa do Senhor dos Passos por meio da Lei 386 de 9 de outubro de 1.848 sendo desmembrado do município de Jacuí. Sancionada pelo Dr. Bernardino José de Queiroz determinando que os habitantes dos municípios deveriam arcar com as despesas das construção dos edifícios necessários para o funcionamento da Câmara, da Justiça e da Cadeia Pública.
1.850 - Primeira eleição para compor a Câmara da Vila, ocorrida em 4 de agosto de 1.850, realizando sua primeira sessão neste mesmo ano, no dia 7 de setembro, presidida pelo Coronel José Caetano Machado, o vereador mais votado, em sua residência. Onde também ocorreram várias sessões até que fosse concluída a obra do edifício da Câmara e da Cadeia Pública. Primeiros Políticos: José Caetano Machado, Jerônimo Pereira de Mello e Souza, Manoel Cardoso Osório, Manuel José Lemos, Camilo Antônio Pereira de Carvalho, Padre Fortunato José da Costa e Fidelis Rodrigues de Faria.
1.851 - Criação da Agência dos Correios. A organização da Vila
Os vereadores da Câmara Municipal iniciaram os trabalhos cotidianos com o objetivo e organizá-la e torná-la funcional; demarcaram os limites da vila, criaram a Agência dos Correios e providenciaram para reparar pontes, consertar ruas e conceder terrenos para as construções que estavam aumentando. Essas construções eram casas grandes, com muitas janelas na frente, hortas enormes, pastinho para animais, chiqueiros e galinheiros.
A vila compreendia em três concentrações: a mais antiga margeando o Ribeirão São Francisco e o Córrego dos Boiadeiros na Barrinha, onde se situava a praça mais antiga da cidade, que hoje leva o nome de Blandina de Andrade; um ajuntamento de casas no alto, compreendendo o Largo de Santa Rita margeando o Caminho do Desemboque e passando pela árvore de Santa Bárbara; e o núcleo mais importante, que era o do Largo da Matriz onde se concentravam as melhores casas das famílias mais ricas.
Em 1.851, a criação de gado começava a mostrar as suas benéficas consequências. Boa parte dos fazendeiros e camponeses passou a exercer a atividade da pecuária de engorda implantando invernadas por todos os lados. A possibilidade de riqueza continuou atraindo famílias de outros lugares, como Candeias, Lavras, Oliveira, Ouro Preto, Três Pontas, Rio de Janeiro, Tamanduá, Rio Preto e Turvo.
1.852 - Jacuí passa a fazer parte da Vila Formosa Senhor Bom Jesus dos Passos, pelo Decreto 934 do Imperador Pedro II em 15 de março. Durante a realização das Missões religiosas (pregações intensas feitas pelos padres redentoristas) iniciou-se a construção do cemitério Santa Rita, que se localizava onde é hoje a Escola Estadual Professora Júlia Kubitschek.
Nesta mesma época, ano da construção da Igreja Nossa Senhora do Rosário, o pároco Francisco de Assis Cintra e alguns fazendeiros elegeram as pessoas que iriam participar do Reinado. O rei, a rainha, o príncipe, a princesa e todos os outros integrantes do Reinado eram escolhidos entre os escravos dos grandes fazendeiros da época.
1.853 - Inauguração do prédio conjunto da Cadeia (térreo) e da Câmara Municipal (segundo andar), na Rua Direita, Praça do Rosário, em 16 de julho de 1.853. Este ano não foi fácil para a Vila, pois houve crise na produção de alimentos levando a uma profunda carestia. Crítica, a situação forçou a Câmara a deliberar pela proibição da venda de alimentos de primeira necessidade a um só negociante sem que o vendedor atendesse toda população. A venda dos alimentos deveria ser repartida em porções pequenas a fim de não prejudicar os mais pobres e previa multas para vendedores e fazendeiros desobedientes.
1.855 - Início das obras da Igreja Santo Antônio, pois a Capelinha já estava em péssimas condições de conservação, sendo a obra finalizada no ano de 1.875 a qual foi coordenada pelo zelador da capela, o senhor Joaquim Rodrigues de Vasconcelos, o Tenente Vasconcelos e pelo entalhador Nicolau Paraíso. Também em 1.855, foi feito um contrato entre a Irmandade Nossa Senhora do Rosário e Jacinto Salgado para efetivar a construção da igreja do Rosário. Passado alguns anos, Antônio Correa da Paixão e Ecídio Martins Borges foram contratados para colocar os sinos e o envidraçamento das janelas. Durante as celebrações da Semana Santa, quando a cidade enchia-se de gente, a tradicional procissão do encontro descia da Igreja do Rosário em direção à Rua Direita (hoje Rua Presidente Antônio Carlos) integrando os dois largos da Matriz e Rosário, como ainda hoje denominamos o centro da cidade. 1.858 - A Vila foi elevada à categoria de cidade em 14 de maio de 1.858 pela Lei nº 854, deixou de ser Formosa no nome e passou a ser simplesmente Passos. A cidade apresentava-se em grande crescimento. Além das ruas principais que envolviam as igrejas Matriz, Rosário e Santo Antônio, estavam sendo formadas as Chapadas (primeira e segunda), os largos das Candeias, do Cemitério e da Trindade, os becos de ligação entre os largos e seu entorno. 1.859 - Ano que explode um surto de bexigas, ou "peste das cataporas", na região da recém-criada cidade de Passos. A doença se espalha, primeiro, na freguesia de Carmo do Rio Claro, que ainda pertencia politicamente a Passos, matando cinco pessoas.
A ocorrência da epidemia é considerada o ponto de partida das iniciativas que resultaram na criação da Santa Casa de Misericórdia de Passos. À frente da mobilização, estava José Caetano Machado, do lado político e Jerônimo Pereira de Mello e Souza, que anos depois foi condecorado com o título de Barão de Passos, durante o final do império de Dom Pedro II.
O Barão e a mulher Bárbara Áurea de Mello e Souza, que na época moravam em Cássia, doaram 20 contos de réis para construção do hospital, sendo que 12 contos de réis serial destinados para a compra de um imóvel e os outros 8 contos para a manutenção do estabelecimento.
1.861 - Carta de Lei que cria na cidade de Passos uma Casa de Caridade. Durante o surto de bexigas (peste das cataporas) que assustou a população e após a pressão das autoridades políticas, a Assembléia Provincial de Minas Gerais baixou a Lei nº 1.151 de 16 de outubro de 1.861. 1.863 - Construção da Igreja Nossa Senhora da Penha entre os anos de 1.863 e 1.864 no alto da cidade, formada por nave, capela e sacristia transversal. A nave é em estilo octogonal raro com colunas, arco pleno e escadas que levam ao mezanino superior: o coro. Quando foi construída, a igreja tinha uma característica original marcante, que era o zimbório em vitral colorido. De longe podia ser avistado, pois refletia as luzes do sol com muito beleza.
1.865 - Compromisso a Irmandade merece aprovação, em Ouro Preto, do presidente provincial Cerqueira Leite no dia 18 de janeiro. Em reunião com 37 irmãos no ia 16 de abril, Barão e Passos instala, definitivamente, o hospital no sobrado adquirido na Rua das Flores, onde hoje é a esquina que abriga a Escola Municipal Professora Francina de Andrade. O Barão de Passos também preside a primeira reunião para eleição dos irmãos destinados a exercer os cargos determinados no Projeto de Compromisso, ficando constituída a primeira Mesa Administrativa: Barão de Passos (provedor), Francisco Augusto Pereira Lima (escrivão/secretário), Manoel José Lemos (tesoureiro) e Francisco Fernandes Bernardes (procurador).
1.871 - Irmandade do Rosário foi fundada em 09 de dezembro. No livro de atas, assinado pelo Padre Vigário Francisco de Paula Trindade, estão os seguintes dizeres: "Este livro há de servir para o lançamento dos reis e rainhas e mais irmãos que hão de servir a Nossa Senhora do Rosário, nesta freguesia de Passos, vai por mim numerado e rubricado com a rubrica Trindade - de que faço uso, e no fim leva o termo de encerramento, o que para constar faço este de abertura por mim assinado." Nestas atas, constatamos que a Igreja, seus padres e vigários participavam das Irmandades e das escolhas de pessoas para representação e preparação para as festas de Reinado e Congadas. Fizeram parte da primeira mesa da Irmandade: João Pimenta de Abreu, os irmãos Antônio e José Caetano Machado, e Tenente Vasconcelos. 1.882 - Por meio da Câmara, importaram-se mudas de cana. Desde o início da formação das fazendas, há referências aos engenhos domésticos para a fabricação de rapadura, do açúcar mascavo e da garapa. A partir da importação da mudas, a produção passou a ser mais efetiva e vai se desenvolver cada vez mais, chegando à formação das Usinas Açucareiras. 1.889 - Devido ao grande número de devotos de São Benedito, em 25 de julho, providenciou-se a fundação da Irmandade, quando foi eleita a primeira mesa administrativa com o objetivo de construir uma igreja. No dia 7 de novembro e 1.898 foi lançada a pedra fundamental. A imagem de São Benedito foi transladada em 1.901 com missa celebrada pelo Cônego João Pedro Ferreira Lopes. OS CORONÉIS ABOLICIONISTAS Alguns coronéis de nossa cidade não aceitavam a escravidão e, antes mesmo da Lei Áurea (decretada em 1.888), abraçaram a luta abolicionista.
O Coronel Joaquim Júlio Lemos, o Quinca Lemos, é relembrado pelos seus descendentes por ter alforriado seus escravos muito antes da Lei Áurea. O coronel e sua família acolheram os negros fugitivos e os que foram alforriados pela Lei e abandonados por seus donos, sem condições de sobrevivência. Outros coronéis foram o Coronel Joaquim Gomes de Souza Lemos, Dr. Cristiano Maurício Stockler de Lima e Gil Alves de Araújo. Na década de 1.870, alguns vereadores e os comerciantes da cidade aderiram à causa abolicionista denunciando os maus tratos e sevícias praticados contra os afrodescendentes e até cotizando-se para libertar alguns escravos.
OS PARTIDOS DA LAVOURA E DO COMÉRCIO Esses fazendeiros eram também o poder público e legislavam em seu favor. Passaram a ser conhecidos como Lavouristas por defenderem os interesses do campo em desenvolvimento.
Gente vinda de outras regiões migrou para a cidade, gerando assim uma diversidade social e um aumento da bandidagem. No período em que os trabalhadores do gado ficavam ociosos, esperando o gado engordar para levá-lo a Três Corações e Rio de Janeiro, cresciam a violência, a jogatina e as casas de prostituição na zona boêmia, especialmente na "Terceira Chapada". Assim, nasceu o jaguncismo passense. E 1.875, a Câmara Municipal, por várias vezes, mostrou-se preocupada com o problema da violência urbana, que crescia e assustava a população.
Na medida em que crescia a pecuária, desenvolvia-se o comércio urbano. As casas de comércio foram invadindo a Rua Direita e ao redor da Praça do Rosário. Várias casas de "secos e molhados", de tecidos, padarias, serrarias, carpintarias, selarias, casas de artigos de luco provenientes da "Corte" vão se edificando e enriquecendo os comerciantes, que criaram um canal de reivindicação política: o Partido do Comércio.
O crescimento econômico levou a divergências entre a elite e os dois partidos - o Lavourista e o Modernista (ou Comercial), dando início a ferrenhas disputas por prestígio e poder.
AS ELEIÇÕES FRAUDULENTAS O processo eleitoral do ano de 1.900, no dia 1º de novembro, com a vitória do Coronel Joaquim Gomes de Souza Lemos, gerou várias denúncias, principalmente de problemas com o alistamento eleitoral. Isso não era particularidade passense, já que na República Velha o sistema eleitoral era muito viciado e fraudulento. Expressões historicamente famosas confirmam tal situação: "voto de cabresto", "curral eleitoral", "voto fantasma", "eleição a pico de pena", etc. Estas expressões indicam o uso indiscriminado do favorecimento, do compadrio, da manipulação e compra de listas eleitorais e do voto. É bom lembrar que o voto era aberto, isto é, oral: o eleitor precisava apenas assinar o nome para vigorar nas listas eleitorais.
Hilarino de Morais registrou que, na gestão do Coronel Joaquim Gomes de Souza Lemos, foram plantadas vite mudas de paineiras ao redor do Largo Matriz. Uma elas, mais frondosa, ficava em frente à casa dos Gomes. Na sombra desta paineira, os chefes políticos faziam seus acordos e conchavos, principalmente durante as eleições.
DE 1.901 A 1.903: DISPUTAS ACIRRADAS A partir de 1.901, vários incidentes foram ocorrendo e as disputas políticas tornaram-se cada vez mais apimentadas. O "Jornal Comércio e Lavoura", que existia na época, foi o canal usado por Lavouristas e Governistas para trocarem graves ofensas e insultos.
No ano de 1.902, a mando dos coronéis alguns eleitores foram presos por jagunços. Abriu-se inquérito e vários capangas foram presos. A cidade foi invadida por um bando de jagunços armados que assaltaram a delegacia, deram tiros para o alto, rasgaram os autos do processo e soltaram os presos. Alguns dias depois, o soldado Balbino foi morto na Rua da Chapada. Teve o corpo queimado e a orelha cortada.
No ano de 1.903 também foi muito violento. Capangas invadiram a coletoria e o hospital. Houve um tiroteio no Circo de cavalinhos, com o saldo de uma morte e outros assaltos aos Hospital e à casa do juiz alistador, onde os livros de assentamentos foram destruídos.
Chego a Passos, nesse ano, o jagunço mais famoso da nossa história, o camarada Sancho Garcia, que ficou conhecido como "Dente de Ouro".
Os governistas passenses mantinham o governo informado dessa violência acentuada. Os lavouristas, por sua vez, defendiam-se acusando os governistas de manipularem as listas eleitorais e as eleições.
O Governo do Estado interferiu rapidamente: adiou as eleições por um ano e o Cel. Joaquim Gomes permaneceu no poder, para descontentamento dos lavouristas.
A ADMINISTRAÇÃO DE NECA MEDEIROS Em 1.904, o Partido Governista perdeu as eleições para o Partido Lavourista. Assumiu o cargo de Presidente da Câmara e Agente Executivo, Manoel Lemos de Medeiros, o Neca Medeiros, iniciando sua gestão em 1º de janeiro de 1.905. O governo mudou, mas práticas políticas do conchavo, do jaguncismo e do compadrio continuaram.
As principais realizações de Neca Medeiros foram: a criação de uma escola pública no Córrego dos Ferros (hoje, Itaú de Minas que, naquela época, pertencia a Passos), implantação (em 1.906) da primeira linha telefônica ligando Passos a Guaxupé, compra de oficinas do "Jornal do Comércio e Lavoura" que havia sido extinto e, assim, iniciou a publicação do jornal "Cidade de Passos", um semanário oficial do município ampliação da canalização de água da cidade e participação da construção da Casa Paroquial.
Em 1.907, aos 27 de outubro, foi feito o lançamento da pedra fundamental do Grupo Escolar. Novas eleições foram realizadas e o Partido Lavourista, novamente, foi o vencedor. A segunda gestão de Neca Medeiros começou atribulada, pois a assembléia desaprovou as contas da legislatura anterior. Só depois de alguns meses e de recursos judiciários os ânimos serenaram novamente.
O DESENTENDIMENTO COM WENCESLAU BRÁS Wenceslau Brás Pereira era advogado e promotor de Monte Santo de Minas. Em 1.908, Neca Medeiros entrou em atrito com o advogado Wenceslau Brás num processo de patrimônios e heranças familiares. Lodo depois, Wenceslau Brás chegou à presidência do Estado e como forma de amenizar os desentendimentos e homenagear o político, Neca Medeiros batizou a instituição de Grupo Escolar Wenceslau Brás, o qual, foi instalado e inaugurado em 1.909. 1.909 - ACONTECIMENTOS QUE MUDARAM PRA SEMPRE A HISTÓRIA DA CIDADE No início de 1.909, o Governo do Estado (Wenceslau Brás) enviou um delegado militar, o alferes Isidoro Correia Lima, para que pusesse fim aos desmandos e falsificações eleitorais. Desde que chegou, aproximou-se dos líderes políticos lavouristas , os quais tinham a impressão de que Isidoro estava apoiando a continuação da política local suja e violenta.
Em agosto de 1.909, Juca Miranda e seu camarada Benvindo, após se desentendimentos familiares, assassinaram João Modesto, cunhado de Juca, quando este chegava em casa. O delegado Isidoro não recebeu nenhuma denúncia do crime, mas resolveu convocar as pessoas a deporem sobre o caso João Modesto, primeiramente em dias diferentes, depois foi adiando os interrogatórios até que todos depusessem no mesmo dia. O que aconteceu em 26 de setembro de 1.909.
O primeiro a depor foi Juca Miranda, o autor do crime. O plano do delegado era chamar cada coronel na sala de interrogatórios, assassiná-los um a um, cortando-lhes as cabeças a machadadas.
Juca Miranda sentou-se à frente do delegado e o soldado Furquim, seu ajudante, ficou de pé ao lado do delegado. Após o depoimento, quando Juca Mirando abaixou-se para assinar o livro, o soldado deu-lhe machadadas no crânio e no pulso. Juca reagiu e saiu ferido e gritando para os coronéis que estavam na sala de espera. Armou-se uma confusão e não se sabia quem atirava em quem.
Antenor Magalhães, amigo de Neca Medeiros, foi um dos muitos curiosos que foram ao Fórum assistir ao fato tão inusitado: os coronéis depondo. Foi morto na confusão. Neca Medeiros quando viu o alferes Isidoro saindo do Fórum, foi para o seu lado falando alto e protestando contra a violência. Este prontamente ofereceu-lhe proteção, dizendo-lhe que entrasse no Fórum, ao que Neca medeiros aceitou de imediato, achando que estaria mais protegido.
Quando entraram, Isidoro fechou logo a porta e, na cozinha, Medeiros foi baleado, morrendo junto ao fogão de lenha, os dois políticos mais influentes e de maior destaque do lavourismo na época, estavam mortos.
Após os assassinatos, Isidoro e seus ajudantes fugiram atirando para o alto. A cidade de Passos foi invadida pela jagunçada, ninguém saída de casa. Alguns dias depois, Isidoro e seus ajudantes voltaram para a cidade.
Depois da tragédia, a Câmara decretou luto e participou dos velórios e funerais. Os vereadores voltaram a se reunir somente três dias depois, já com o vice João Caetano de Barros assumindo a presidência da Casa. Algumas sessões foram agitadas, pois jagunços ainda rondavam a cidade à noite e chegaram até a colocar panos pretos no prédio da edilidade. De arruaças e disparos isolados, os jagunços se dispersaram e, dias depois, sumiram da cidade. Os cavalarianos chegaram uma semana após para uma verdadeira devassa, ficando no ar o clima de “caça às bruxas”.
Após as providências judiciais, processo e júri avançaram por um ano. O espaço da Câmara cedeu lugar aos trabalhos processuais, sendo que em março de 1.910, numa sessão de juri público presidida pelo juiz de direito da Comarca, Dr. Saturnino Amâncio da Silveira, pelo promotor de justiça Dr. Fernando de Magalhães Macedo e servindo de escrivão o capitão Hilarino Joaquim de Moraes, foi feito o julgamento dos envolvidos na matança. Ao lado do promotor de justiça, Dr. João Silveira, advogado residente em Casa Branca, chamado a Passos para auxiliar o Ministério Público na acusação por parte das viúvas do Coronel Manoel Medeiros e do tenente coronel José Stockler de Miranda. Foram julgados em primeiro lugar o alferes Isidoro e o soldado Furquim e, depois o coronel Francisco de lemos Medeiros. Todos os réus foram absolvidos, com exceção da prisão de três jagunços.
1.910 - Primeira empresa de telefonia, a partir de 27 de julho de 1.910, no governo do coronel João de Barros, foi legalizada a Empresa de Telephônica. De início, a empresa teve algumas dificuldades, porém a partir de 1.915 ampliou as linha e os aparelhos, que eram de madeira nobre (aroeira ou peroba) e os isoladores de porcelana. 1.911 - A Lei nº 337 de 28 de janeiro de 1.911, no governo do coronel João de Barros, regulamentou a instalação da energia elétrica em Passos por meio de uma concessão de privilégios, primeiramente ao coronel Jorge Luiz Davis e depois ao coronel João Cândido de Mello e Souza. Entretanto, a inauguração da iluminação elétrica se deu em abril de 1.912. A Empresa de Força e Luz Mineira de Mello e Davis, exploravam a queda do Rio São João distante 15Km da cidade, que fornecia energia elétrica para as pequenas indústrias durante o dia e, à noite, para casas particulares e iluminação pública. 1.910 a 1.911 - Enfrentamento da epidemia de varicela. 1.912 - Após os intensos conflitos políticos, os passenses canalizaram a disputa política por meio de dois partidos, que ficaram conhecidos pelos nomes de Pato e Peru. Após a morte de Neca Medeiros, o coronel João de Barros é quem ficou no comando da cidade, que concluiu várias obras iniciadas por Neca Medeiros, e, em 31 de maio, encerrou se mandato. O coronel João de Barros era alto e vermelho e por isso apelidado de Peru, enquanto seu oponente, Joaquim Gomes de Souza Lemos, tinha baixa estatura, o que favoreceu ao apelido de Pato. 1.912 a maio de 1.915 - A presidência da Câmara esteve nas mãos de Joaquim Gomes (Pato), que se empenhou para a rápida modernização da cidade voltada para a ideologia burguesa. Por isso, incentivou construções de estilo neoclássico, principalmente os sobrados, chegando até a promulgar lei sobre regras padronizadas de estilo arquitetônico. O ano de 1913 foi produtivo nos trabalhos da Câmara, principalmente ao resolver o problema do abastecimento de água potável por algum tempo e instalar o serviço de irrigação das ruas e praças. Ligou as estradas de Passos a Cássia, Ventania, São José da Barra e às estradas da Mumbuca e Boa Vista, além de apoiar estabelecimento da primeira linha de automóveis no município. 1.915 a 1.950 - A POLÍTICA DO PATO X PERU Os Perus: Cel. João de Barros, Dr. Lourenço Andrade, Cel. Azarias Lemos, Cel. Francisco da Silva Maia, Cel. José Stockler de Lima, Cap. João Inácio de Andrade, Cap. Manoel Ferreira Cardoso, Cel. Joaquim Botrel , Cap. Lúcio da Silva Maia, Cap. Antônio Domingos, Cel. José Pinto Oliveira Correa, Cel. José Israel, Cap. José de Melo Pádua, Cap. Sabino Beraldo, Cap. Francisco Cândido de Souza, Cap. Olímpio Souza Lima, Cap. Joaquim Alves da Silva, Cap Sinfrônio de Vasconcelos, Cel. Adoniro José Lemos e Cel. Brígido José Bernardes.
Os Patos: Cel. Joaquim Gomes S. Lemos, Cel. Francisco Gomes S. Lemos, Cap. Urias Lopes, Cap. Eusébio, Cap. José de Melo Coelho, Cap. José Rodrigues Teixeira, Cap Irineu Francisco, Cap. Vitalino Barbosa, Cap. Randolfo Vasconcelos, Cap. Evaristo da Silveira, Cap. João de Melo Santos, Cap. Otaviano Cintra, Dr. Mário Amâncio da Silveira, Cel. Saturnino Gomes Grilo, Dr. Wellington Brandão e Nestor Vilela Lemos.
1.915 - Sem candidato à altura, Francisco Gomes (Pato) elegeu-se facilmente em 1915, com uma peculiaridade: parecia ser aprovado por todos. Fez um governo tranquilo, destacando-se na educação, dando total apoio à obra do Colégio Imaculada Conceição e no funcionamento do Colégio Monsenhor João Pedro. Mas sua realização de maior repercussão foi a construção do Paço Municipal, prédio neoclássico que seria a sede da Câmara e, mais tarde, da Prefeitura, e por muitos anos, foi sede do Fórum (hoje, Palácio da Cultura). Francisco Gomes cuidou de todos os trâmites para que o espaço fosse construído até no final da gestão, mas não participou da inauguração, liderada pelos Perus recém-eleitos.
1.917 - Compromisso a Irmandade merece aprovação, em Ouro Preto, do presidente provincial Cerqueira Leite no dia 18 de janeiro. Em reunião com 37 irmãos no ia 16 de abril, Barão e Passos instala, definitivamente, o hospital no sobrado adquirido na Rua das Flores, onde hoje é a esquina que abriga a Escola Municipal Professora Francina de Andrade. O Barão de Passos também preside a primeira reunião para eleição dos irmãos destinados a exercer os cargos determinados no Projeto de Compromisso, ficando constituída a primeira Mesa Administrativa: Barão de Passos (provedor), Francisco Augusto Pereira Lima (escrivão/secretário), Manoel José Lemos (tesoureiro) e Francisco Fernandes Bernardes (procurador).
1.919 - Como presidente da Câmara, coronel João de Barros (Peru) inaugurou o Paço Municipal aos 7 de setembro de 1.919. Na administração, ainda liderou e conseguiu a instalação da ferrovia e do telégrafo.
1.921 - Lançamento da pedra fundamental da ferrovia aos 30 de abril, onde se instalou a Estação da Estrada de Ferro da Companhia Mogiana, ligando ao interior paulista. Em dezembro chegou a Maria Fumaça.
1.923 a 1.927 - O poder da cidade estava nas mão do lavourista Cel. José Stockler de Lima (Juca Stockler) que também era do Partido Progressista o Peru. Seu governo contribuiu para a construção da Santa Casa e do Asilo São Vicente de Paula. Com o seu mandato, encerrou-se os ciclo dos coronéis. 1.927 - Em 17 de abril, Dr. Lourenço Ferreira Andrade foi eleito o vereador e presidente da Câmara, depois de uma acirrada disputa. O partido Peru venceu as eleições e despontou, desde esse primeiro, a liderança do Dr. Lourenço. Com a ditadura Vargas, ele permaneceu 18 anos dirigindo a cidade. 1.930 - Fundado o Passos Club, uma sociedade literária e recreativa. 1.931 - Em 15 de fevereiro, foi instituído o Regime de Prefeituras, com os livros da Câmara de Passos apresentando um novo termo de abertura.
Lourenço de Andrade foi empossado como prefeito nessa mesma data, sendo as Câmaras extintas 16 (desseis) dias depois. No lugar delas, o governo criou o Conselho Consultivo, presidido em Passos por Symphoronio e Vasconcelos nos três primeiros anos.
Implantando o Regime de Prefeituras, nova configuração político-administrativa entrou em vigor, com a separação dos Poderes Legislativo e Executivo. Enquanto as Câmaras ainda representavam o Legislativo, o Executivo constituiu-se de poder à parte com a figura do prefeito municipal.
1.934 - Fundadas as Associações: Comercial de Passos e Espírita Santo Agostinho. Construído o primeiro cinema de Passos, o Cine São Luiz. 1.935 - Inaugurada a Orquestra Sinfônica Carlos Gomes. Fundado o Ginásio de Passos, um estabelecimento de ensino primário e secundário situado na Rua Cristiano Stockler, exclusivo para alunos do sexo masculino. Fundação da Loja Maçônica Deus Universo e Virtude. 1.936 - Eleições acirradas e equilibradas onde Lourenço Ferreira de Andrade venceu a disputa pelo seu oponente Carlos José Lemos para o cargo de prefeito, já na Câmara, Domiciano José Lemos foi eleito presidente. Pouco mais de um ano, o presidente Domiciano fez a última reunião da Casa aos 23 de setembro de 1.937, data da extinção definitiva das Câmaras Municipais ao se instaurar o Estado Novo, sob o domínio do gaúcho Getúlio Vargas. No seu governo, o presidente Vargas dissolveu o Poder Legislativo em todas suas instâncias, do Congresso à Câmaras Municipais. A administração das cidades concentrou-se em políticos indicados pelo governo varguista. Em Passos, Lourenço Ferreira de Andrade ocupou o cargo de prefeito até 1.945. 1.939 - Inauguração do Cine Rex (atual Cine Roxy). 1.945 e 1.946 - Dois anos de governo de Geraldo Starling Soares, nomeado no lugar de Lourenço Ferreira de Andrade. 1.945 - Em novembro, chegam à cidade os Pracinhas Passenses, os quais foram recebidos com grande festa na Praça da Matriz. Para homenageá-los, a antiga Rua Pimenta Chapada passou a ser chamada de Avenida dos Expedicionários. 1.947 - José Caetano Lemos foi o interventor a administrar o município até a eleição municipal em novembro, quando Geraldo da Silva Maia, um fazendeiro da elite agrária passense, foi eleito pelo povo. Aos 08 de dezembro deste mesmo ano em sessão solene no salão nobre do Fórum de Passos, a Câmara Municipal retornou suas atividades, e em seu primeiro ato, a Câmara convocou para posse o prefeito eleito, Geraldo da Silva Maia e seu vice prefeito Ananias Lemos de Melo.
Em 31 de agosto foi fundada a Paróquia Nossa Senhora da Penha.
1.948 - Lei nº1, em fevereiro, legalizando a área doada ao Club Esportivo Passense para a construção da Praça de Esportes. 1.950 - Fundação o Educandário Senhor Bom Jesus dos Passos, uma obra de Monsenhor Messias Bragança com a denominação de Fundação Monsenhor Messias Bragança. De acordo com o estatuto social de 21/03/1955, o Educandário para a ser propriedade da Congregação Rogacionista. 1.951 - Francisco Ferreira Maia (Chiquito) um grande pecuarista, assume o cargo de prefeito. 1.953 - Lançada a pedra fundamental do Carmelo São José. A construção desta obra, marcou o início da formação do bairro de mesmo nome. 1.954 - Iniciou-se a demolição da igreja Rosário. Os frequentadores e Monsenhor Messias alegaram falta de segurança nas torres. A praça perdeu a graça, e a imponência, e Passos perdeu uma parte significativa do seu patrimônio cultural. 1.955 - Segundo mandato de Geraldo da Silva Maia. Nessa segunda gestão, Geraldo recebeu várias autoridades em Passos, entre elas, JK e João Goulart, quer estavam fazenda campanha política. JK ficou hospedado em sua casa, na rua Lourenço de Andrade. 1.957 - Através do decreto nº 3/187 de 10 de fevereiro, o governo determinou que os terrenos destinados a execução do projeto de Furnas e os a área do reservatório fossem transformados em áreas de utilidade pública e deveriam ser desapropriadas. Nascia uma hidrelétrica.
Em outubro deste mesmo ano, foram definidos os projetos e orçamentos básicos. Importantes firmas nacionais e internacionais se qualificaram para participar da construção. As estrangeiras tiveram que se associar a uma nacional e o vencedor da concorrência foi o grupo consorciado pelas firmas George Wimpey, da Inglaterra, e Companhia Construtora Nacional, do Brasil.
1.958 - O Centenário da cidade de Passos. Formada a comissão dos festejos do centenário, Francisco Soares de Melo (Professor Chiquito) e José Marciano Negrinho foram encarregados de criar um Hino para a cidade. Professor Chiquito fez a letra que foi musicada por José Negrinho. Foi solicitado também a José Barbosa Andrade e Silva (Zé da Beca) escultor passense, que providenciasse um Monumento em Homenagem aos Pracinhas da Segunda Guerra, a Bandeira para Passos e o Brasão representativo da cidade.
Monumento erguido na Praça Geraldo da Silva Maia (Praça do Rosário) em homenagem aos Pracinhas Passenses.
Monumento erguido na Praça da Matriz em comemoração ao Centenário da Cidade.
Ainda em 1.958, aos 20 de maio, José Mendes Junior assumiu a prefeitura, cumprido o restante do mandato até dezembro de 1.959. A última vez que Geraldo da Silva Maia apareceu em público, foi na festa do centenário, pois continuaram as denúncias e investigações sobre sua administração, da qual foi afastado. 1.959 - José Caetano de Andrade,, assume o cargo de prefeito, promovendo serenidade e dinamismo um retorno à ordem política que estava abalada.
Em outubro deste mesmo ano, Juscelino Kubitschek visitou as obras de Furnas e declarou para a imprensa presente: "é uma das obras que estão colocando o Brasil do outro lado da fronteira do desenvolvimento".
1.960 - Em Março, o presidente voltou a Furnas para a inauguração do desvio das águas do Rio Grande. 1.963 - José Pereira Reis, médico, assume o cargo de prefeito. Em 9 de janeiro, as comportas dos túneis de desvio do Rio Grande foram fechadas. As águas começaram a subir invadindo as terras ribeirinhas. Cidades como Guapé e São José da Barra desapareceram com a subida das águas, sendo necessária a construção da Nova Guapé e da Nova Barra. Suas populações foram deslocadas para novas cidades planejadas. A represa de Furnas registra que, oficialmente, 35 mil pessoas foram afetadas pelo enchimento do reservatório e tiveram que ser removidas dos seus lugares de origem. 1.965 - No início deste ano, por via política, aceleraram os trabalhos para a criação da Faculdade, sob a liderança de Mauro Ferreira da Silva. Em 11 de março, O "Minas Gerais" publicou a constituição do primeiro Conselho Curador da Instituição. No dia 21 de abril, no salão nobre do Colégio Imaculada Conceição, foi proferida a aula inaugural pelo professor Orlando de Carvalho, membro do Conselho Estadual de Educação, com a presença das autoridades da época. No dia seguinte, inciaram-se as aulas no prédio cedido pelo Colégio Estadual Júlia Kubitschek. Foram transferidas mais tarde para o grupo Escolar Wenceslau Brás e depois, em 1.966 para a Escola Estadual Lourenço de Andrade, onde permaneceram até 1.970 quando houve a mudança definitiva para o prédio próprio. A turma pioneira marcou a história da Faculdade de Filosofia de Passos (FAFIPA), que foi reconhecida em 1.970. 1.966 - Foi inaugurado do Hospital São José, por iniciativa de Dr. José Francisco de Oliveira Filho, que formou com 18 médicos um grupo empresarial que bancou a construção do hospital e seus equipamentos. 1.967 - Primeiro mandato de José Figueiredo, também conhecido como "Zé Magro", dono do cinema. Ganhou o apelido de Zé Pracinha, pois construiu várias praças que hoje promovem o lazer do povo passense. Em seu mandato foi iniciado a construção de uma nova rodoviária, onde hoje é o Bloco07 da Fesp, que abriga os Laboratórios de Enfermagem, Engenharia e Biologia. 1.969 - Fundação do Lions Clube de Passos por iniciativa de Sebastião Geraldo Getúlio de Vasconcelos, o Noivinho.
Ano em que a Usina Açucareira de Passos foi adquirida pela Usina Itaiquara de Açúcar e Álcool, originária de Tapiratiba, São Paulo. Foi construída a fábrica de fermento com projeto e tecnologia próprios. Hoje, a Usina produz e vende fermento biológico fresco, açúcar e álcool e oferece uma gama variada de postos de empregos para a cidade de Passos. Através de uma política de boa vizinhança, a Usina já participou de vários projetos sociais na cidade como, por exemplo, a doação de áreas para Prefeitura de Passos para construção dos aterros sanitários e da Estação de Tratamento de Esgoto, criação de um viveiro de mudas em parceria com o curso de Ciências Biológicas da FESP e ainda muitas doações feitas à Santa Casa de Misericórdia de Passos.
1.971 - Fundada a Associação Passense de Defesa do Folclore ligada do Curso de Ciências Sociais da Fafipa e que, ainda hoje, existe e ampara, as manifestações folclóricas mais importantes da cidade: as congadas, cavalhadas e moçambiques.
Fundada a Associação de Pais e Amigos dos Execepcionais de Passos - APAE sob a liderança do Lions Clube e de toda a comunidade. O primeiro presidente da instituição foi o médico Dr. José Hernani Silveira.
1.972 - Antônio Pedro Patti, farmacêutico e bioquímico, era vereador e foi eleito prefeito para um mandato reduzido de dois anos, para permitir uma regularidade das eleições, ao gosto da ditadura militar.
Concluiu, instalou e transferiu, ainda que precariamente, a sede da Prefeitura Municipal, para a sede atual.
1.973 - O comerciante Elzo Calixto Mattar, apelidado de Nenén Mattar, assume a prefeitura. Dentre vários projetos, promoveu um recadastramento imobiliário e uma reforma administrativa que deu ares empresariais à máquina pública. É também de sua gestão, a criação e instalação do Serviço Municipal de Saúde em convênio com a Previdência Social (antigo INPS), e a construção das primeiras casas populares. 1.975 - Em 14 de maio foi inaugurado o Hospital Otto Krakauer, em empreendimento apoiado pela Maçonaria. 1.977 - Segundo mandato de José Figueiredo, foi construída e inaugurada a Rodoviária da Praça do Mercado Municipal. O sonho da construção de uma nova estação rodoviária estava realizado. Remodelou a Rua da Santa Casa com a retirada do antigo pontilhão e a construção do tobogā.
Neste mesmo ano, foi desativada depois de 56 anos de história a Estação de Estrada de Ferro Mogiana. Uma conseqüência dos anos Juscelino Kubitschek, nos quais a prioridade passou a ser as rodovias para ancorar o sucesso da indústria automotiva internacional instalada definitivamente no Brasil.
1.978 - Fundada a Rádio Independência, a primeira rádio FM de Passos. 1.980 - Criada a Cooperativa Regional dos Suinocultores de Passos. 1.981 - José Figueiredo fez uma reforma na Praça da Matriz construindo o Coreto. Por isso, o antigo "pirulito" e placas da época de Dr. Lourenço e Geraldo Maia foram retirados de seus locais originais e fixados no obelisco ao lado do coreto. 1.983 - A cidade passa a ser comandada pelo prefeito eleito Cóssimo Baltazar de Freitas. Em seu mandato foi criada a Assistência Social Municipal e construída a Cadeia Pública no Bairro Aclimação, pois a antiga cadeia, na Praça Coronel Francisco Gomes, sofreu um incêndio e tinha que ser urgentemente transferida. Uma medida polêmica foi a demolição do prédio da antiga Rodoviária, da Praça do Rosário, por sua originalidade e seu valor histórico patrimonial.
1.988 - Em 30 de dezembro, inauguração da Casa da Cultura, construída no local da antiga Rodoviária. Abriga a Biblioteca Municipal, departamentos da Secretaria Municipal de Educação, acervo do Professor Wagner de Castro e Atelier Marieta Cintra. Local aberto a população passense.
 
1.989 - Terceiro mandato de José Figueiredo.

1.983 -  Prefeito eleito, o médico José Hernani da Silveira. O foco principal dos seus mandatos foi a área da saúde, promoveu uma descentralização inaugurando o sistema de atendimento nos bairros. Implantou a Policlínica Municipal, o Pronto Socorro e o Hemominas. Implantou o piso salarial para os professores conforme a proposta do MEC e criou o Programa Curumim cujo foco era o reforço escolar e o lazer, fora do turno escolar, para crianças da rede municipal. A Escola Municipal Ananias Emerenciano Campos foi inaugurada na sua gestão e o PROLER, um projeto federal de incentivo à leitura, teve Passos como sede atraindo intelectuais de todo o Brasil.

1.997 - Mandado de Nelson Jorge Maia, agrônomo, herdeiro político da família Maia e ligado às questões agrárias. No entanto, seu governo centrou-se na resolução de problemas tanto urbanos quanto rurais. Implantou o Consorcio Intermunicipal de Saúde com consultas com especialistas, os serviços de urgência e emergência através da Santa Casa de Misericórdia. Implantou o programa da Saúde da Família e o PSF, em parceria com o governo federal. Reformou e ampliou o aeroporto municipal e implantou o Distrito Industrial II, na saída para Itaú junto à MG 050 aproveitando toda a infra-estrutura do aeroporto e da rodovia. Nelson Maia promoveu a construção de 563 casas populares e o asfaltamento de várias ruas dos bairros exigindo que todos os loteamentos fossem dotados de saneamento básico como luz, asfalto e galeria. A fim de levar segurança ao campo foi criada uma patrulha Rural e houve uma ampliação do número de associações de pequenos produtores rurais que apoiaram a patrulha.

2.005 - A eleição de Ataíde Vilela, que não provinha das elites agrárias e nem das classes comerciais e médicas, rompeu com tradições políticas da cidade. Ex-sindicalista, Ataíde construiu duas modernas escolas: Professora Emília Leal e Professora Ângela Silveira, além de dois centros municipais de educação infantil com a implantação de xadrez nas escolas municipais.

2.008 - Novo Fórum - O Fórum Desembargador Wellington Brandão foi inaugurado no dia 29 de fevereiro para acolher: Ministério Público, Defensoria Pública Estadual, Justiça Comum, os Juizados Especiais, a Justiça Eleitoral e um escritório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A obra foi realizada durante a gestão do Desembargador Dr. Hugo Bentzen e proporcionou aos profissionais da área jurídica e aos cidadãos maior conforto, agilidade no atendimento, geração de empregos com a ampliação dos serviços terceirizados, como vigilância, limpeza, jardinagem e manutenção em geral e marcou o início da construção da "Cidade Judiciária", um conjunto de edificações que também abrigará a Justiça Federal e Justiça do Trabalho. Localizado à margem da Avenida Arlindo Figueiredo no Bairro São Francisco, o novo Fórum foi construído em uma área de cerca de 12 mil metros quadrados. O prédio tem cinco andares, sendo três do nível da Avenida Arlindo Figueiredo para cima e mais dois subsolos, com acesso também pelas ruas laterais. Os estacionamentos possuem vagas para cerca de 80 veículos, sendo 30 na área coberta. A obra do Tribunal de Justiça de Minas Gerais representou uma grande conquista para a Comarca de Passos, que também abrange o município de São João Batista do Glória, e para toda a região.

2.009 -  Segundo mandato do médico José Hernani da Silveira

2.013 - Segundo mandado do ex-sindicalista Ataíde Vilela.
2.017 - A cidade passa ser comandada pelo comerciante Carlos Renato Lima Reis, mais conhecido como Renatinho Ourives.


REFERÊNCIAS 1. GRILO, Antônio. Câmara de Passos: 150 Anos. Passos: Edição Oficial, 1998. 2. NORONHA, Washington Álvaro de. História de Passos. Passos: Edição Oficial Municipal, 1969 3. Passos. In: ENCICLOPÉDIA dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1959. v. 26, p 283-290. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv27295_26.pdf. Acesso em: jun 2021. 4 . Folha da Manhã; Fundação de Ensino Superior de Passos - FESP. Passos 150 Anos. Edição Especial. Passos-MG, 2.008/2.009. 5 . MAIA, Márcio Lemos Soares; A.T.G.; J.S.; W.C.; Et Al. Álbum de Passos 1.984. Ed. Jornal Vale do Rio Grande. São Paulo-SP, 1.984. Pesquisado por: Débora Alves Braga e Vanessa Duarte Costa
 
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