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BENS TOMBADOS – PASSOS / MG


Capela Nossa Senhora da Penha: Erguida entre 1.863 e 1.864 a pedido do casal Faria Loulou em agradecimento a Nossa Senhora da Penha pela graça atendida, essa capela secular de sacristia transversal e nave de base octogonal situada na Praça Arnaldo Belucci, no bairro da Penha, apresenta feições coloniais, detalhes barrocos com ricas talhas douradas e piso hidráulico desde sua fundação. O restauro entre 2.007 e 2.009, assegurou para a comunidade seu papel no incentivo de tradições culturais como Pastorinhas, Congados, Moçambique, Cavalhada e Reisado. Tombada em 1.998, Decreto nº 316.



Sino centenário da Capela de Nossa Senhora da Penha: Produzido em bronze adornado com relevos na Fundição de Lisboa e encomendado de Portugal, acredita-se, pelo Barão de Passos para a Capela de Nossa Senhora da Penha em 1.878, juntamente com a imagem de Nossa Senhora das Dores doada no mesmo ano ao altar-mor da Capela da Santa Casa de Misericórdia de Passos, o Sino Centenário foi um personagem marcante do cotidiano passense até 1.969, quando foi substituído em seu campanário por um sistema sonoro mais moderno. Desaparecido por anos da cena religiosa da cidade, essa preciosa obra campanular de 64 cm foi redescoberta em 2.004 pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Passos no acervo da instituição e, depois de passar pela curadoria do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Passos, reintroduzido em seu local original de direito. Tombado em 2.007, Decreto nº 989.


Parque Municipal Dr. Emílio Piantino: Destinada pela lei municipal nº 2.111 de julho de 1.998 a proteção ambiental e a preservação de um conjunto de lagoa e três nascentes minerais do bairro Jardim Eldorado, a Zona de Proteção Ambiental – ZPA, Parque Municipal Dr. Emílio Piantino, batizada em homenagem ao médico e cirurgião geral passense, duas vezes Provedor da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Passos. A área foi uma doação da Família Farah à municipalidade com a finalidade de resguardar a natureza local e a vista alta privilegiada que se tem de Passos a partir do local. Com previsão de incorporação de mais 30 mil metros quadrados a sua área, ele se encontra hoje sobe os cuidados da Administração Pública Municipal e do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural - COMPAC, aguardando a implantação de projeto já existente para seu melhor uso com objetivos científicos, culturais e educacionais. Tombado em 2.002, Decreto nº 247.
Túmulo Nº 1: O primeiro jazigo do Cemitério Municipal de Passos tornou-se famoso por causa de uma aposta entre os fazendeiros Antônio Caetano de Faria Loulou e Gabriel Vieira de Sousa, respectivamente enterrados nos túmulos de número 1 e 2 da instituição. Em 1.890 Faria Loulou e Vieira Souza doaram em vida à Prefeitura de Passos terrenos na divisa entre suas duas fazendas para a criação de um novo destino aos mortos da região, com a condição de apenas um dos dois poder ser o primeiro corpo a ter o sepultamento inaugural na área a ser instituída. Por infelicidade, Faria Lolou morreu em 1.894 com o cemitério ainda por ser concluído e seu corpo acabou encaminhado ao antigo Cemitério Municipal para aguardo. Por causa disso, mesmo com as obras, o atual Cemitério Municipal teve de permanecer fechado respeitando o tempo necessário para ser efetuada a exumação do Sr. Lolou, sua posterior transferência e o aguardado sepultamento inaugural para cumprimento da aposta em 1.897. Curiosamente, Gabriel de Souza seguiu seu amigo na morte apenas oito meses depois, ficando seu corpo também sujeito a toda espera por qual passou o Sr. Lolou. Tombado em 2.011, Decreto nº 790.


Árvore de Santa Bárbara: Antiguíssimo exemplar de Copaifera langsdorffii Desf.: popularmente conhecida como Copaíba, Copaibeira e Pau-de-Óleo, é uma árvore pertencente à família das Fabaceae e a subfamília das Leguminosae: Caesalpinioideaeu. Devido à sua importância para o nascente núcleo urbano de Passos e hoje situada na praça que leva seu nome, o porte alto e rodo largo da espécie em contraste com a vegetação local de serrado, favoreceram seu emprego como ponto de referência, local de reunião e púlpito espontâneo para padres, caixeiros, religiosos itinerantes que atendiam as comarcas sem representação ecumênica e os tropeiros no caminho do Goiás. Tombado em 2.007, Decreto nº 994.


Acervo Artístico Wagner de Castro: Artista plástico e professor de Desenho, Trabalhos Manuais e Modelagem da rede estadual de Passos de 1.953. Wagner de Castro (1.917-2.005) nasceu em Franca-SP e ainda muito jovem, acompanhando a família que mudou-se para Ribeirão Preto-SP. Já demonstrava aptidões artísticas, chegando a Cursar a Escola de Belas Artes de São Paulo como ouvinte livre por dois meses. Optou por adotar uma arte independente de escolas artísticas, caracterizada pelo hiper-realismo e que refletia seu pensamento espírita. Prof. Wagner encantou-se por Passos em visita aos avós em 1.939 e, em 1.944, mudou-se definitivamente para a cidade. Com a mudança, modificou sutilmente o tratamento das cores em suas obras, passando do acinzentado paulistano para a luminosidade passense. O acervo doado ao Município de Passos desde 1.988, encontra-se atualmente em exposição permanente no espaço artístico que leva seu nome na Casa da Cultura. Tombado em 2.004, Decreto nº 537.


Praça Geraldo da Silva Maia: Projetada em 1.951 por José Barbosa Andrade e Silva, o Zé da Beca, mesmo artista passense responsável por outras obras importantes para a cidade como a Bandeira de Passos, o Brasão Municipal e a Fonte Luminosa. A Praça Geraldo da Silva Maia, também conhecida como Praça do Rosário em função da Igreja de mesmo nome anteriormente existente no conjunto e demolida na década de 1.960 para a construção do prédio da Prefeitura de Passos. Possui 12.000 metros quadrados de área, vegetação diversificada e inspiração neoclássica em seus traçados geométricos. Em seu interior encontram-se a Fonte Luminosa, o Monumento em Homenagem aos Pracinhas Passenses, combatentes da Segunda Grande Guerra, a Casa da Cultura “Cóssimo Baltazar de Freitas” e Terminal Rodoviário “Zé da Beca”. Tombado em 2.011, Decreto nº 789.



Fonte Luminosa da Praça Geraldo da Silva Maia: Como peça central do projeto paisagístico da Praça Geraldo da Silva Maia, a Fonte Luminosa foi construída em 1.951, pelo prefeito que hoje dá o nome a praça. A fonte apresenta características marcadas pelo estilo “art déco”, em que predominam formas geométricas, frisos horizontais e vitrais coloridos. A Fonte Luminosa também conta com espelho d’água em forma de rosácea. Tombado em 2.007, Decreto nº 992.



Escola Municipal Profª Francina de Andrade: Originalmente pertencente ao comerciante Fidelis Rodrigues de Faria, o sobrado residencial que hoje abriga a escola funcionou de 1.865 a 1.904 como primeira sede da Santa Casa de Misericórdia de Passos, graças a um ato doação de Jerônimo Pereira de Mello e Souza, futuro Barão de Passos, à iniciativa de um Hospital de Caridade na cidade, visando calamidades como a recém controlada epidemia de bexigas que assolou a região entre 1.859 e 1.863. Foi remodelado em 1.908 para receber o Grupo Escolar Dr. Wenceslau Braz e novamente adaptado em 1.998, quando da municipalização do ensino alterou seu nome para a denominação atual. A edificação manteve as características do estilo eclético com partido neoclássico preservadas desde seu tombamento em 2.007, Decreto nº 990.


Fachada da Santa Casa de Misericórdia de Passos: Com projeto traçado por um dos mais destacados arquitetos brasileiros da virada do século XIX, responsável por prédios importantes da administração de São Paulo, como as Secretarias de Estado, o Mercado Municipal e a atual Pinacoteca do Estado, o paulista Francisco de Paula Ramos de Azevedo. A edificação frontal apresenta características arquitetônicas do ecletismo do século XX e ornamentos geométricos em alto relevo. Apesar de todo o complexo do hospital ter relevante peso histórico e arquitetônico como representante do perfil pavilhonar em voga na Europa no mesmo período, apenas a fachada da edificação. Para manter as possibilidades de adaptação do espaço às constantes adequações impostas pela evolução da promoção de saúde, foi preservada sua fachada pelo tombamento em 2.007, Decreto nº 993.


Estação Cultura: Inaugurada em dezembro de 1.921 como uma das estações do ramal ferroviário da companhia inglesa Mogiana, responsável no Brasil pela operação das estradas de ferro no sul e sudeste do país, na época, a Estação Mogiana de Passos foi por muito tempo um importante ponto de escoamento da produção passense que seguia para São Paulo ou para o interior de Minas Gerais. Desativado em 1.970 e transferido a municipalidade, seu conjunto arquitetônico de estilo inglês, marcado pela presença de telhados em mansardas, permaneceu fechado até 1.997, quando foi reativado como Estação Cultura para abrigar o Centro de Memória “Professor Antônio Theodoro Grilo” que preserva os arquivos do antigo Fórum e Cartório de Passos e passando a abrigar também toda uma gama de atividades culturais. Tombado em 2.007, Decreto nº 991.



Banda do 12º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais: Criada em 06 de agosto de 1.966, dois anos após a instituição do 12º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerias em Passos. A partir de sua apresentação inaugural no Desfile de 07 de setembro de 1.967 em Passos e com a presença do Presidente General Castelo Branco em visita à Hidrelétrica de Furnas, os “Guardiões do Ouro Verde” tornou-se um dos principais veículos de relações públicas da PMMG na 18º Região. A Banda desenvolve projetos culturais de convivência musical junto a comunidade. Bem Cultural Imaterial Registrado em 2.017, Decreto nº 479.



Palácio da Cultura: É comum relacionar a “Matança do Fórum” a uma história que tenha se passado no interior desse edifício, hoje o Palácio da Cultura. Mas isso não procede.
A “Matança” aconteceu em 26 de setembro de 1.909, enquanto esse prédio foi construído entre 1.917/1.919, e inaugurado como “Paço Municipal” em 7 de setembro de 1.919 pelo governante da época, coronel João de Barros.

Festa do Reinado e Cavalhada: Celebração religiosa anual popularmente conhecida como “Congado” ou como “Festa de dezembro”é uma tradição centenária que se iniciou em Passos no início do século XIX, por volta de 1.835. A tradição foi mantida ao longo dos últimos 185 anos pelos seus detentores, os grupos de ternos e as Irmandades religiosas ligadas aos afrodescendentes. Congado ou Reinado é uma das mais fortes e importantes manifestações da cultura afro-brasileira no município, mesclando tradições africanas com elementos de bailados e representações populares luso-espanholas e indígenas. A Cavalhada, na forma de um cortejo com cavaleiros e seus animais, relaciona-se com a busca das bandeiras e visitas aos Reis, Capitães, Mordãos e outros membros do Reinado. Em Passos, os festejos do Reinado e da Cavalhada nasceram juntos e têm duração de oito dias, começando sempre no dia 25 de dezembro, com a Cavalhada e o hasteamento de todos os mastros das bandeiras dos Ternos, e finaliza no dia 1º. de janeiro próximo com o descimento dos mastros. A recriação anual da tradição conta com o apoio da Associação Passense dos Ternos e Congo e Moçambique(APTM), Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico. Bem Cultural Imaterial Registrado em 2.020 - Decreto nº 1.951/2.020.
 

REFERÊNCIAS:
1. Conselho Municipal de Patrimônio Cultural.
2. Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico.
3. PEREIRA, Saulo Machado.
4. Imagem acervo Wagner, http://www.ipatrimonio.org/passos-acervo-wagner-de-castro/


 
 
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